Ir direto ao conteúdo

Jus Navigandi

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade,
advogado e editor de conteúdo do Jus Navigandi

Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Uma porcaria de lei

03/02/2008 às 17h45min Paulo Gustavo leis esquisitas

Deu no jornal O Fluminense, de Niterói (RJ), em julho de 1967.

O Prefeito de Bom Jesus (RJ), Jorge Assis de Oliveira, convocou extraordinariamente a Câmara Municipal, para tratar de assunto de máxima urgência.

Motivo: a aquisição, pelo Município, de três porcos reprodutores cujo pedigree foi profundamente elogiado na mensagem do Executivo.

Segundo o cronista Stanislaw Ponte Preta, o prefeito justificou que, como muitos fazendeiros não tinham dinheiro pra comprar seus próprios reprodutores, “há muita porquinha solteira em Bom Jesus”.

(Fonte: 2º Febeapá, de Stanislaw Ponte Preta)

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Coco com uísque

03/02/2008 às 16h30min Paulo Gustavo leis esquisitas

No governo Sarney, uma medida provisória, sobretaxando o coco da Malásia, foi redigida por um burocrata do Ministério da Indústria e Comércio, em uma mesa de botequim.

É o que descobriram o deputado Alberico Cordeiro (PTB/AL) e o presidente da Associação dos Produtores de Coco de Alagoas.

(Fonte: “A produção normativa do Poder Executivo”, de Leomar Barros Amorim)

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Sentença sob encomenda

03/02/2008 às 15h34min Paulo Gustavo piadas

O advogado recebe no escritório um cliente preocupado com seu processo:

– Doutor, se eu perder este caso, estou arruinado!

– Já apresentamos a defesa e o processo está pronto para ser julgado. Tudo agora só depende do juiz – responde o advogado.

– Se eu der um presentinho ao juiz, ajudaria?

– Não! Este juiz é muito ético e consciente. Se você o der um presente, isto irá prejudicá-lo! Nem pense nisto!

Passado algum tempo, saiu a sentença, favorável ao cliente. Satisfeito, este agradeceu ao advogado:

– Obrigado pela dica sobre o presentinho, funcionou!

– Mas como? Se você tivesse enviado o presente, teríamos perdido a causa!

– Mas eu mandei o presente… E foi por isso que ganhamos a causa.

– Você está louco? Como?

– Dentro da caixa, coloquei um cartão de visitas do autor da ação.


No começo de junho, um sujeito chegou na agência dos correios com uma pilha de cartões do Dia dos Namorados.Pacientemente, borrifou perfume em cada um deles, assinou-os todos com “Adivinha quem é!”, colocou-os em envelopes já endereçados e se dirigiu até o guichê.

O funcionário percebeu que cada envelope era dirigido a uma mulher diferente e, intrigado, perguntou:

– Ué! Você tem tantas namoradas assim?

– Não! É que eu sou advogado, especialista em divórcios.

Marcadores:

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Escritura automobilística

03/02/2008 às 15h07min Paulo Gustavo leis esquisitas

O deputado Tussic Nassif levou à Câmara Federal, em 1966, um projeto de lei instituindo a escritura pública para a venda de carros.

O jornalista Sérgio Porto, pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, aproveitou para sugerir a aplicação da lei do inquilinato para o aluguel de táxis.

(Fonte: Febeapá, de Stanislaw Ponte Preta)

Marcadores: , , ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Pérolas rurais

03/02/2008 às 14h39min Paulo Gustavo peritos

O Banco do Brasil possui possuía um departamento chamado “Carteira de Crédito Agrícola”, que tem tinha como uma de suas responsabilidades fiscalizar a utilização dos empréstimos feitos para a agricultura e pecuária.

Esta fiscalização era feita por funcionários do Banco do Brasil, que visitavam as propriedades rurais onde eram utilizados os empréstimos e faziam relatórios técnicos da situação encontrada.

Abaixo, alguns trechos desses relatórios, transcritos exatamente conforme os originais:

Vistoria do imóvel

  • “Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo fiquei sabendo, ninguém quer comprá-la e sim explorá-la.”
  • “A euforbiácea foi substituída pela musácea sem o consentimento e autorização de nosso querido banco da carteira precisando de começar tudo de novo e orientar o serviço.”
  • “A casa de farinha nunca foi para frente porque o mutuário que fez o empréstimo deu para tráz e nunca mais se levantou.”
  • “A máquina elétrica financiada é toda manual e velha. Fazendeiro financiou a máquina elétrica mas fez Financiado executou todo o trabalho braçalmente e animalmente.”
  • “Mutuário adquiriu aparelhagem para inseminação artificial mas um dos touros holandeses morreu. Sugerimos treinamento de uma pessoa para tal função.”
  • “Gado está gordo e forte, mas não é o financiado e sim emprestado somente para fins de vistoria. O filho do fazendeiro está passando férias na Disney.”

Condições meteorológicas

  • “Se não fosse o sol, tudo indica que a chuva aumentasse a safra.”
  • “Tempo castigou a região. O sol acabou com a farinha e chuva com feijão.”
  • “A erradicação da plurieuforbiácea carece das condições pluviométricas.”
  • “Sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro, as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram.”
  • “Cliente aguarda a capilaridade pluviométrica da zona para plantar a mandioca em local macio e úmido efetuar o mister.
  • “Visitamos o açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio.”

Condições geográficas

  • “Trajeto feito a pé porque não havia animal por perto, só o burro do fazendeiro. Despesa de locomoção grátis.”
  • “Imóvel de difícil acesso. O mato tomou conta de tudo, deixando passagem só para animal rasteiro. Próxima vistoria deve ser feita por fiscal baixinho. Vistoria frustrada.”
  • “Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal.”

Parecer do perito

  • “As garantias permanecem em perfeito estado de abandono e conservação. Cliente vive devidamente bêbado e devendo aos bares e a Deus e ao mundo.”
  • “Na minha opinião, acho bom o banco suspender o negócio do cliente para não ter aborrecimentos futuros.”

Considerações finais

  • “‘Cobra’ - comunico que faltei ao expediente do dia 14 em virtude de ter sido mordido pela peçonhenta epigrafada.”
  • “Os anexos seguem em separado.”

Atualização (em 10/04/2008): Alguns trechos foram riscados e/ou substituídos pelas versões mais prováveis dentre as que podem ser encontradas em diversas fontes. As frases acima também incluem algumas colhidas de relatórios dos fiscais orientadores do Departamento Rural do Banco do Nordeste do Brasil.

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Jus Navigandi

Jus Navigandi. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.

Desenvolvido com Wordpress