Ir direto ao conteúdo

Jus Navigandi

Por Paulo Gustavo Sampaio Andrade,
advogado e editor de conteúdo do Jus Navigandi

Página Legal

O cotidiano jurídico com muito bom humor

Artigos da Categoria ‘criminosos’

Grampeando a língua

03/09/2008 às 19h09min Paulo Gustavo criminosos

Muitas quadrilhas utilizam expressões em código nas suas conversas telefônicas, para dificultar o entendimento por terceiros que estejam na escuta.

Uma matéria da revista Língua Portuguesa relacionou alguns termos curiosos ouvidos em operações realizadas pela Polícia Federal.

Na Operação Têmis, os envolvidos chamavam propina de “travesseiro” ou de “custo da reforma da igreja”.

Na Operação Vampiro, deputado era “inquilino” e partido era o “condomínio”.

Na Operação Galácticos, que prendeu hackers que fraudavam contas bancárias, “Antarctica” era o cartão clonado da Caixa Econômica Federal, e “Skol”, o do Banco do Brasil – referências às cores das cervejas e dos bancos.

Na Operação Diamante, um bandido distraído facilitou o trabalho da polícia. Quando o suposto chefe da quadrilha avisou que já havia partido um “caminhão de mogno” (em referência ao transporte de cocaína), o interlocutor perguntou:

– Como assim? A gente não falou de caminhão até agora…

– Aqueeeele, aqueeeele… Aquele que avoa…

Marcadores:

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Criminosos estúpidos 2

10/02/2008 às 22h16min Paulo Gustavo criminosos

Nos Estados Unidos, uma série de livros iniciada com “America’s Dumbest Criminals”, de Daniel Butler, Alan Ray e Leland Gregory, faz uma enorme coletânea de eventos envolvendo assaltantes incompetentes e crimes frustrados por verdadeira burrice.

  • Um homem, acusado de haver arrombado uma máquina de venda de refrigerantes em lata, jurou inocência e pagou sua fiança de 400 dólares… tudo em moedas.
  • Um distraído chamou a policia para registrar o furto de uma caixa… onde guardava maconha.
  • Em Ohio, um sujeito, depois de assaltar um restaurante, deu um tiro no próprio pé, ao abrir a porta de seu automóvel.
  • Outro sujeito assaltou uma carrocinha de cachorro-quente e resolveu comer um. Acabou tendo que se entregar depois de se engasgar com a salsicha. Acabou hospitalizado.
  • Uma mulher de Maryland falsificou um bilhete de loteria para coincidir com o número premiado em 20 dólares, mas não viu que havia ganho 5.000 dólares com o mesmo bilhete. Acabou presa por falsificação e perdeu o direito ao prêmio.
  • Em Arkansas, um homem parou um carro da polícia para reclamar que havia sido espancado por uma mulher dentro de uma lavanderia. Seu olho roxo e lábio ensangüentado confirmaram a acusação. Só havia um problema: ele não vira o rosto da mulher. Investigando na lavanderia, o policial descobriu que o homem entrou na loja, levantou a camisa e abaixou as calças, exibindo-se para as assustadas senhoras presentes. Uma delas, indignada, espancou-o. Como ele tinha o rosto coberto pela própria camisa, nem viu quem o havia atacado. Resultado: foi preso por exibicionismo…

(Colaboração de Cláudio Rêgo)

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Papo de malandro

09/02/2008 às 17h07min Paulo Gustavo criminosos

Na década de 50, o malandro carioca “Zé da Ilha” prestou o seguinte depoimento à polícia:

“Seu doutor, o patuá é o seguinte:

Depois de um gelo da coitadinha resolvi esquinar e caçar uma outra cabrocha que preparasse a marmita e amarrotasse o meu linho no sabão.

Quando bordejava pelas vias, abasteci a caveira e troquei por centavos um embrulhador.

Quando então vi as novas do embrulhador, plantado com um poste bem na quebrada da rua, veio uma pára-quedas se abrindo, eu dei a dica, ela bolou, eu fiz a pista, colei; solei, ela aí bronqueou, eu chutei, bronqueou mas foi na despista, porque, muito vivaldina, tinha se adernado e visto que o cargueiro estava lhe comboiando.

Morando na jogada, o Zezinho aqui ficou ao largo e viu quando o cargueiro jogou a amarração dando a maior sugesta na recortada. Manobrei e procurei engrupir o pagante, mas, sem esperar, recebi um cataplum no pé do ouvido.

Aí dei-lhe um bico com o pisante na altura da dobradiça, uma muqueada nos mordedores e taquei-lhe os dois pés na caixa de mudança pondo-o por terra.

Ele se coçou, sacou a máquina e queimou duas espoletas.

Papai, muito esperto, virou pulga e fez a dunquerque, pois o vermelho não combina com a cor do meu linho.

Durante o boogi, uns e outros me disseram que o sueco era tira e que iria me fechar o paletó.

Não tenho vocação pra presunto e corri.

Peguei uma borracha grande e saltei no fim do carretel, bem no vazio da Lapa, precisamente às 15 para a cor-da-rosa.

Como desde a matina não tinha engolido a gordura, o roque do meu pandeiro estava sugerindo sarro.

Entrei no china-pau e pedi um boi a mossoró com confete de casamento e uma barriguda bem morta.

Engoli a gororoba e como o meu era nenhum, pedi ao caixa pra botar na pendura que depois eu iria esquentar aquela fria.

Ia pirar quando o sueco apareceu. Dizendo que eu era produto do Mangue, foi direto ao médico-legal para me esculachar.

Eu sou preto mas não sou Gato Félix, me queimei e puxei a solingea.

Fiz uma avenida na epiderme do moço. Ele virou logo América.

Aproveitei a confusa para me pirar, mas um dedo-duro me apontou aos xifópagos e por isto estou aqui.”

Não entendeu nada? A tradução é a seguinte…

Continue lendo… »

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Criminosos estúpidos

08/02/2008 às 22h08min Paulo Gustavo criminosos

Nos Estados Unidos, muitas vezes a atividade investigatória da polícia termina enormemente facilitada pela estupidez dos próprios criminosos.

  • Na Carolina do Sul, um homem entrou numa delegacia, colocou um papelote de cocaína no balcão, reclamou que o produto estava com granulação irregular e pediu ao delegado para prender imediatamente a pessoa que a vendeu.
  • Em Virgínia, dois homens num caminhão entraram numa casa deserta para roubar uma geladeira, subindo escadas, muros e obstáculos. Conseguiram pegar a geladeira, fizeram o percurso de volta e colocaram-na em cima do caminhão. Só que o caminhão não saiu do lugar, por causa do peso da geladeira. Então, os ladrões refizeram o percurso de volta (subindo escadas, muros e obstáculos), colocaram a geladeira de volta no lugar onde estava e voltaram ao caminhão. Só então perceberam que esqueceram as chaves dentro do caminhão. Abandonaram o carro e foram embora.
  • Em Kentucky, dois homens tentaram arrombar um caixa eletrônico amarrando a ponta de uma corrente no aparelho e a outra ponta no pára-choques do caminhão deles. Quando aceleraram o caminhão, o pára-choques traseiro se soltou. Assustados, saíram em disparada. Deixaram tudo como estava: o caixa amarrado à corrente, a corrente amarrada ao pára-choques e a placa do caminhão grudada no pára-choques.
  • Um assaltante entrou numa farmácia, sacou uma arma, anunciou um assalto e, quando foi colocar uma máscara de meia no rosto, percebeu que tinha esquecido de cortar os buracos dos olhos.
  • Um ladrão conseguiu entrar à noite num banco, pela janela do segundo andar, mas se feriu gravemente, perdendo muito sangue. Então ele percebeu que: não poderia chegar até o cofre de onde estava, não poderia voltar pelo caminho pelo qual entrou e estava tendo uma hemorragia gravíssima. Então pegou um telefone e ligou para o pronto-socorro para pedir ajuda.

(Fonte: Mr. Learned’s Legal Humor Page - sem link porque já saiu do ar)

Marcadores: ,

Seja o primeiro a comentarEnvie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Gírias do submundo do crime

04/02/2008 às 17h48min Paulo Gustavo criminosos

Se você nunca agadanhou, marmotou nem apagou, provavelmente nunca foi guindado no Hotel Jaraguá ou na Casa da Banha.

Em todo caso, conheça as principais gírias e expressões utilizadas no submundo do crime e nos estabelecimentos prisionais do Brasil.

A coletânea a seguir foi organizada pelo advogado criminalista José Osmar Viviani, durante a elaboração de sua monografia de pós-graduação em Direito Penal.

Prossiga na leitura e não seja embrulhado…

Continue lendo… »

Marcadores: ,

Comentários (4)Envie este artigo por e-mail Envie este artigo por e-mail

Jus Navigandi

Jus Navigandi. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.

Desenvolvido com Wordpress